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Ronaldinho e seu irmão Assis são liberados pela justiça paraguaia para voltar ao Brasil

O magistrado ordenou a suspensão condicional do processo para Ronaldinho por um ano e a redução da pena com a suspensão da pena para Assis por um período de dois anos. Para ambos, o juiz aceitou que o dano causado fosse reparado com os US $ 90 mil de Ronaldinho e os US $ 110 mil de Roberto Assis Moreira. O dinheiro de Assis será entregue ao Ministério da Justiça, para a compra de insumos de saúde para o combate à Covid-19. Do dinheiro de Ronaldinho, US $ 60.000 serão doados para o hospital das Clínicas e os outros US $ 30.000 para a campanha “Somos todos Bianca”, que é uma menina que está doente e precisa de tratamento de alto custo.

Ambos os réus não podem alterar o endereço que fixaram na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, eles devem registrar seus números de telefone celular para manter a comunicação com o tribunal, quando este assim o exigir. No caso de Assis, que foi condenado, ele deve comparecer a cada quatro meses perante um juiz brasileiro, que será sorteado, para assinar o livro de comparecimento. A violação dessas medidas fará com a condenação seja aplicada (prisão condicional), assim como o cumprimento das medidas acarretará a extinção do processo.

Todas as medidas restritivas contra os dois réus foram levantadas e, desta forma, eles podem retornar ao seu país quando bem entenderem. Também foi levantada a fiança que os dois depositaram no valor de US $ 1.600.000, foi acertado que os US $ 200.000 que pagaram para reparar o dano sejam deduzidos dessa caução e consequentemente US $ 1.400.000 serão devolvidos a eles, de acordo com o ordenou o magistrado e com a aceitação de Ronaldinho e Assis.

Embora os dois brasileiros estejam em liberdade e possam viajar para seu país, permanecem sob julgamento pelo tempo que a juiz Amarilla fixou para cada um e se forem convocados pela justiça paraguaia devem comparecer para depor ou qualquer outra diligência.

Por Mateus Matos