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Argentina aprova lei que torna todos os adultos em doadores de orgãos

Aprovada por unanimidade no Congresso em Buenos Aires referente à doação de órgãos.

A Câmara dos Deputados aprovou em 5 de julho de 2018 por unanimidade, a “Lei Justina” que estabelece que todos os cidadãos, com mais de 18 anos, são doadores de órgãos exceto se tiverem manifestado o contrário, em vida. A nova legislação permite com que deixe de ser, também, necessária a autorização dos familiares para a recolha.

Lei Justina, aprovada na Argentina, altera medidas na doação de órgãos e ainda é uma realidade distante para o Brasil, segundo médica.

Não deu tempo. Justina Lo Cane, 12 anos, faleceu em novembro de 2017 enquanto esperava na fila por um coração. Tinha uma doença cardíaca congênita que havia sido descoberta quando a menina tinha, apenas, um ano e meio de idade. Se manteve saudável por muito tempo através de medicação e tratamento. Porém, na metade do ano passado, começou a sentir fortes dores e, então, foi internada no hospital Fundação Favaloro, Buenos Aires, com a necessidade de um transplante urgente. Mas, não deu tempo. Ou havia pacientes mais graves ou, em outros casos, ocorria à falta de compatibilidade. Assim que a argentina entrou na fila de espera, pediu à sua família para iniciar uma campanha virtual com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a importância da doação de órgãos. A ação viralizou nas redes sociais com milhares de posts com as hashtags #MultiplicateX7 e #LaCampañadeJustina. O efeito, nos argentinos, foi imediato. O número aumentou de 80 registrados por dia para 330, de março a junho. Na semana posterior a sua morte, houve mais doadores que em todo ano de 2016, aproximadamente 48 mil pessoas em sete dias. Um novo recorde na história de doação de órgãos na Argentina.

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