Pressione "Enter" pra pular este conteúdo

Britto: investigar irmão de Lula é bom sinal para democracia

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, considerou hoje (05) “um bom sinal para a democracia” o fato de a casa do irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Genival Inácio da Silva, o Vavá, ter sido vistoriada durante operação da Polícia Federal que investiga a máfia dos caça-níqueis. “Isso é muito bom para a democracia; é bom ser que o irmão da mais alta autoridade da República teve sua casa vistoriada por ordem judicial”, observou Cezar Britto durante entrevista. Para ele, o fato demonstra ainda que não está havendo interferência do presidente da República nas investigações da Polícia Federal, que precisa ser livre para exercer essa função.

Cezar Britto ressalvou, contudo, que a liberdade que a PF desfruta para investigar “tem que ser exercida dentro dos limites da legalidade, tem que respeitar os parâmetros da garantia do direito de defesa, a garantia do devido processo legal e de não exposição da pessoa a público”. Para ele, todos esses princípios “têm que ser observados, mas a liberdade de investigação tem que ser assegurada num país democrático”.

O presidente nacional da OAB salientou que todos podem ser investigados, independentemente de patentes, cargos, parentescos ou relações de amizade. “O lado ruim também nessa investigações é a sensação de que a corrupção tomou conta de todos, ao atingir diversos set ores como a magistratura, a advocacia e vários outros segmentos que merecem credibilidade. Esse é um lado ruim, mas há o lado bom de saber que as coisas estão funcionando; é importante passar para a República a idéia de que todos podem ser investigados”.

Britto ainda observcou que considera correta a afirmação do presidente da República de que não fará qualquer intervenção no processo de investigação. “E nem pode fazer porque a Polícia Federal é livre na sua investigação, de modo que se houver uma intervenção na função de investigação é um crime; portanto, a declaração do presidente soa como uma declaração republicana”, sustentou.

Por Mateus Matos