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Professor defende a construção de uma nova identidade organizacional para o setor público

As organizações do setor público, na atualidade, investem maciçamente em novas tecnologias, mas às vezes quase nada na mudança de padrões culturais. O diagnóstico é do professor Antônio Flávio Testa, doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília, em palestra que abriu a Semana Inaugural da Programação de eventos do Conselho da Justiça Federal (CJF), para 2007. Segundo o professor, é muito alta a defasagem entre as estruturas burocráticas consolidadas na máquina pública e as necessidades externas.

Os servidores públicos, para ele, precisam se conscientizar de seu papel dentro da organização onde atuam. “Hoje apenas um grupo de privilegiados tem a possibilidade de servir ao público, mas não está preparado para isso”, constata. “É fundamental que se supere o egoísmo”, afirma, referindo-se à disposição que o servidor deve ter para abandonar a posição cômoda de mero executor de ordens superiores.

O grande desafio da gestão estratégica, de acordo com Testa, é a convergência entre os interesses da organização e das pessoas que a compõem. Uma característica essencial das organizações públicas, para ele, é a de saber ouvir as necessidades dos seus clientes.

As organizações, nessa linha, devem estar preparadas para alinhar as demandas de seus clientes externos e internos e construir um modelo de gestão próprio, baseado na cultura organizacional. Nesse processo, alerta o professor, as tendências de mudanças nos ambientes externos e internos devem ser constantemente analisadas.

A palestra, promovida pelo Centro de Estudos Judiciários (CEJ) do CJF, aconteceu na tarde desta terça-feira (6), no auditório externo do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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