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Procuradoria aceita prazo maior para investigar acidente com avião da Gol

A Procuradoria da República em Mato Grosso entregou à Justiça Federal parecer, assinado pelo procurador Thiago Lemos de Andrade, favorável à prorrogação das investigações sobre a colisão entre o jato executivo Legacy e o Boeing 737-800 da Gol, ocorrida no dia 29 de setembro.

A solicitação de que o prazo seja estendido por 30 dias foi feita pela Polícia Federal, em 13 de dezembro. O parecer da Justiça Federal não tem prazo definido para ser emitido. O processo corre na sub-seção judiciária da cidade de Sinop (MT), que afirmou não ter recebido ainda o parecer. Se o documento for entregue amanhã (12), o juiz substituto poderá dar uma resposta até terça-feira (16).

Segundo a Procuradoria, Andrade é favorável à prorrogação, para que a Polícia Federal termine as investigações. As provas colhidas até agora, acrescentou, ainda não são satisfatórias para que o Ministério Público Federal denuncie qualquer um dos envolvidos e avalie a gravidade das falhas cometidas.

O procurador solicitou à Polícia Federal a identificação e os depoimentos dos controladores de vôo do Centro Amazônico que trabalharam no dia do acidente. E ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos), cópias de todos os documentos com informações sobre o acidente, especialmente o laudo relativo à perícia no transponder do jato Legacy, a descrição das condições de vôo de cada aeronave, e dos equipamentos e dispositivos que estavam sendo utilizados no momento do acidente.

De acordo com a assessoria da Procuradoria, Andrade está seguro de que o acidente foi causado, em grande parte, por falha humana. E que isso pode caracterizar um ato criminoso: no acidente morreram 154 passageiros do Boeing da Gol.

As investigações da Polícia Federal começaram no dia 4 de outubro. Porém, ao entregar o relatório parcial do inquérito à Justiça Federal em Sinop, em dezembro, a instituição informou que precisaria de mais tempo. Desde então, os trabalhos estavam paralisados, aguardando que o Ministério Público emitisse seu parecer.

Por Mateus Matos