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Em um ano, 500 mil dias de trabalho perdidos na Bahia por conta de acidentes de trabalho

Meio milhão de dias de trabalho perdido em um ano é o saldo provocado por acidentes de trabalho no estado da Bahia, de acordo com estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) com apoio do Ministério da Saúde. Os acidentes causam afastamentos que duram em média 100 dias.

Menos dias trabalhados significa menor produtividade para as empresas e geram um impacto direto na economia, difícil de ser medido, mas provavelmente muito alto, apontam estudos preliminares como o da Bahia. Além disso, os acidentes de trabalho resultam em despesas para a Previdência Social com os benefícios pagos.

Evitar essas perdas é possível com a prevenção, aponta a pesquisadora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, Vilma Souza Santana. “È interesse para a previdência prevenir o acidente, porque é uma despesa que é possível de ser reduzida”, afirma.

As atividades ligadas ao mercado financeiro como bancos e trabalhos administrativos são as que resultam em afastamentos com maior duração, 115 dias, de acordo com o estudo. Em seguida está a construção civil, com 113 dias, e as atividades como transporte, telecomunicações e correio, pesca, agricultura com média 110 dias.

Já os ramos em que mais ocorrem acidentes são os da construção civil, eletricidade e indústria de transformação, por exemplo. As lesões mais comuns são fraturas, principalmente nas mãos, e amputações.

A pesquisa, realizada pela Universidade Federal da Bahia, utilizou dados da Previdência durante o ano 2000. Trata-se de uma pequisa inédita que relaciona os acidentes com as perdas econômicas geradas por eles.

Por Mateus Matos