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Lula promete esforço para avanço econômico e social

Ao discursar no plenário do Congresso Nacional, onde tomou posse, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva prometeu mais esforços para assegurar um crescimento econômico maior do que o obtido em seu primeiro mandato. Ele citou o pacote de medidas para “destravar” a economia, que deve ser anunciado ainda em janeiro. Também citou reformas necessárias, como a tributária, para complementar as mudanças.

“É necessário que este crescimento esteja inserido em uma visão estratégica de desenvolvimento que nosso país havia perdido. É preciso uma combinação ampla e equilibrada do investimento público e do investimento privado. Para lograr este equilíbrio, temos de desobstruir os gargalos e de romper as amarras que travam cada um destes setores. Isso significa ampliar e agilizar o investimento público, desonerar e incentivar o investimento privado”, afirmou.

Lula também reconheceu que somente o investimento público não pode “garantir sozinho” o crescimento. “Porém, ele é decisivo para estimular e mesmo ordenar o investimento privado. Estas duas colunas, articuladas, são capazes de dar grande impulso a qualquer projeto de crescimento”. O presidente também convocou parlamentares para discutir, em conjunto com o poder Executivo, as mudanças necessárias para avançar na reforma tributária.

“Serão desdobradas e complementadas ao longo de todo o mandato, incorporando, inclusive, reformas mais amplas que seguramente estarão na pauta desta Casa. Vamos: realinhar prioridades; otimizar recursos; aumentar fontes de financiamento; expandir projetos de infra-estrutura; aperfeiçoar o marco jurídico; e ampliar o diálogo sistemático com as instituições de controle e fiscalização para garantir a transparência dos projetos e agilizar sua execução”, disse no Congresso.

O presidente ainda ressaltou que tem “claro” que nenhum país consegue firmar uma “política sólida” de crescimento se os juros forem mais altos do que a taxa média de retorno dos negócios. Na seqüência, Lula reafirmou que pretende expandir o crédito do país a uma meta de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) até o ano de 2010. “Outro ponto vital é a implantação de vigorosas medidas de desburocratização, sobretudo as que facilitem o comércio exterior, a abertura e fechamento de empresas, além de levar adiante o aperfeiçoamento das legislações sanitária e ambiental.”

Entre os convidados no Congresso Nacional, estiveram Henrique Meirelles, Márcio Thomaz Bastos, Celso Amorim, Márcio Fortes, Nilcéia Freire, Walfrido dos Mares Guia, Álvaro Ribeiro, Antonio Fernando de Souza, Marina Silva, Dilma Rousseff, Fernando Haddad e Waldir Pires.

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